segunda-feira, 29 de maio de 2023

O Rito Escocês Retificado -RER

 Saudações Leitores,

 Este que vos fala é Gabriel Tristão e venho trazendo informações.

 Pretendo em uma série de Postagens descrever sobre o Trabalho do Rito Escocês Retificado, colocando de forma leve sua história, suas particularidades e seus Personagens. - para facilitar, no texto vamos nos referir a ele simplesmente como RER

 Mas o que é o Rito Escocês Retificado? Por quê estão Retificando o Escocês?

 Calma, calma meus amigos.

 Em primeiro lugar há que se desmistificar algumas questões.

 A origem do Rito Escocês Antigo e Aceito, ou simplesmente como chamam no Brasil - Escocês ou REAA - está em Charleston nos Estados Unidos, onde foram adicionados mais graus aos tantos já existentes no Rito de Perfeição. Em primeiro momento surge apenas o trabalho nos Altos Graus do Rito, ou seja, do 4 ao 33 - Isto ocorre em 1801

O Trabalho em Graus Simbólicos, ou seja, os primeiros três - Aprendiz, Companheiro e Mestre - vai surgir apenas enquanto embrião em 1804 -com o Guia de Maçons Escoceses que era uma Adaptação do Regulatéur dos Modernos Franceses.

Então temos a data de nascimento do Rito Escocês Antigo e Aceito em 1801, com seus graus simbólicos surgindo ali no mínimo em 1804.

E é importante falar e não confundir Rito de Perfeição - Heredom - com REAA. Quem diz que são a mesma coisa está em erro histórico e normalmente dá uma volta argumentativa que deixaria qualquer filósofo Sofista com inveja. 

Dizer que Rito de Perfeição e REAA são a mesma coisa, ou trata-los desta maneira, seria o mesmo que dizer que um bebê é a mesma coisa que seus pais. Da mesma forma que o filho compartilha semelhanças físicas e genéticas com seus pais e não se pode dizer que são a mesma coisa, o REAA compartilha a genética e algumas semelhanças com o Rito de Perfeição, mas não são o mesmo Rito.

Mas e o RER? Onde surge nessa história?

O Movimento de Retificação surge em Dresden, na Alemanha, em 1754. Quando uma figura polêmica, que iremos comentar mais a frente em outras postagens, chamada Barão Von Hundt decide "retificar" a Maçonaria, colocando-a em seu devido lugar, criando a Maçonaria Retificada de Dresden, ou como ficaria conhecida posteriormente: Estrita Observância Templária - EOT. Um regime de maçonaria Cavaleiresco, de forte Influência Escocista (aguardem os próximos posts para compreender melhor de onde vem o termo  "Escocês" dos Ritos). - Notem, aqui ainda não temos o RER.

Esta forma de Maçonaria cresceu bastante entre França e Alemanha, principalmente, por 20 anos.

Entretanto, esse Rito que proclamava herança real e física dos Cavaleiros Templários sofreu fortes perseguições políticas e religiosas, pois dentre seus objetivos estava o de restaurar a Ordem do Templo e reaver suas terras e posses, entrando em conflito com os Estados Nacionais e a própria Igreja, que desde o século XIV tinha a posse dessas terras e bens.

Com a decadência da EOT praticamente 20 anos depois, após o afastamento e morte de Von Hundt, vão acontecer "conventos" (reuniões) das Províncias das Ordens, organizadas nesta época no que eram chamados Diretórios Escoceses (Já consegue prever de onde vêm o "Escocês" do RER?) - para rever e retificar esta forma de Maçonaria - a EOT. 

No ano de 1776 um grupo de Irmãos se reúne na casa de Jean Baptiste Willermoz, figura da qual também falaremos em Postagens futuras, e decidem iniciar um movimento de retificação dentro da EOT, chamando um convento na França, chamado Convento das Gálias, em 1778, onde são aprovados o Código Maçônico para as Lojas Reunidas e Retificas, além do Código dos Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa. Re-estruturando a EOT Francesa em um novo Regime que era composto por uma Ordem Extena, chamada Maçonaria ou Loja Azul - com os Graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre. Uma Ordem Intermediária, chamada de Maçonaria ou Loja Verde - com o Grau de Mestre Escocês de Santo André - e uma Ordem Interna, que não era Maçonaria, mas sim uma Ordem de Cavalaria Chamada Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa.

Logo em Seguida convocam todas as províncias maçônicas a participar de um novo convento em Wilhemsbad, em 1782, onde o regime é aprovado e são fornecidos os primeiros rascunhos dos Graus da Ordem para suprir a Impaciência dos Irmãos das Lojas e províncias que participaram do convento em praticarem este novo rito e é neste local e neste ano que são confirmadas as definições de 1778, sendo este ano - 1778 - o qual nasce o RER. Um rito que abdica a Herança Física e Real dos Templários, mas assume uma herança espiritual - de valores e virtudes, da Ordem do Templo - reformando toda a estrutura e graus da EOT.

Em Wilhemsbad se reuniram diversos movimentos maçônicos para disputar a definição sobre o que seria a maçonaria a partir dali, sendo a visão de Jean Baptiste Willermoz a escolhida, apoiado e acompanhado por Joseph de Maistre, Rudolph Salzmann e Jean de Turkheim . E qual era essa visão? Fica para uma próxima postagem...

Temos portanto o Rito Escocês Retificado, um rito que nasce da retificação da Maçonaria Escocista, em especial a Estrita Observância Templária, em 1778 e é confirmado em 1782 - Portanto ele não surge para retificar o REAA, mas a própria maçonaria em voga na época e naquela região. Nascendo quase 25 anos antes do REAA pensar em nascer.

Por hoje é isso, meus caros Leitores - Aguardem próximas postagens neste Blog!



sexta-feira, 2 de abril de 2021

Prelate’s Apartment Abril 2021

por The late Reverend Sir Knight Donald C. Kerr* 


Uma velha história da Bíblia fala sobre o Rei Ezequias. Ele havia sido avisado por Isaías para desconfiar de quaisquer envolvimentos com estrangeiros. No entanto, o minúsculo reino de Israel estava sendo severamente ameaçado pelo poderoso império da Assíria. Um mensageiro de lá veio à corte de Ezequias em um gesto de paz. O rei Ezequias ficou lisonjeado e mostrou ao visitante assírio tudo o que havia no palácio, incluindo o acesso ao arsenal militar de Israel. Logo depois dessa visita, o feroz monarca da Assíria, Senaqueribe, veio marchando para as fronteiras de Israel. Então, o emissário para Ezequias acabou não sendo um amigo, mas um espião.


Se ao menos Ezequias não tivesse sido enganado. Se ao menos ele tivesse ouvido o que Isaías estava lhe dizendo. “Se ao menos” - quantas vezes já o dissemos? Se ao menos tivéssemos ouvido! Se tivéssemos decidido de forma diferente! Quantas decisões teriam tornado a vida mais fácil, "se ao menos?" 


Não podemos voltar. Não podemos desfazer o que foi feito. Freqüentemente, não há uma segunda chance. Podemos dizer "sim" ou "não". Quando a Grã-Bretanha enfrentava seus problemas durante a rebelião do Século XVII, o então jovem Príncipe Charles se apaixonou. Ele se casou secretamente e uma criança nasceu. Sua mãe, a rainha viúva exilada, ficou furiosa. Ela implorou para que seu filho desistisse da criança e de sua esposa. O príncipe Charles respondeu: “Se ao menos fosse possível voltar e começar a vida de novo”, mas ele não podia e não o fez. Para cada erro de julgamento, aprendemos uma lição. É claro que ninguém ou nada está absolutamente certo. Se aceitarmos o que é oferecido, fazemos isso acreditando que um "sim" é melhor do que um "não". A Bíblia chama isso de vontade de Deus. A vontade de Deus não condena. Isso nos dá liberdade. Todos nós respondemos a uma voz dentro de nós, que nos leva à obediência ao invés da confusão. Então, ainda dizemos, "se apenas?" ou fomos além disso para residir na companhia daqueles que não nos virariam as costas. A alternativa para “se ao menos” é acreditar que “seja feita a tua vontade”. 


*O finado Reverendo Sir Cavaleiro Donald C. Kerr era membro do Beauseant Commandery 8, Baltimore, Maryland, e pastor emérito da Igreja Presbiteriana de Roland Park em Baltimore.


sábado, 6 de março de 2021

Prelate’s Apartment Março 2021

Voltem para o SENHOR, nosso Deus, pois ele é bondoso e misericordioso; é paciente e muito amoroso (Joel 2:13)


Estamos agora na época da Quaresma. A Quarta-Feira de Cinzas ficou para trás, e a Páscoa ainda está a semanas de distância. Muitos falam da Quaresma como um momento de fazer coisas como perder peso, parar de fumar, desconectar-se das redes sociais, mas a Quaresma é um tempo para mais do que isso. É um momento de reflexão e preparação. É um momento para avaliarmos a nós mesmos e nossos relacionamentos, especialmente nosso relacionamento com Deus. 


O texto de Joel é usado em muitas igrejas luteranas como substituto do verso Aleluia durante a Quaresma, mantendo a tradição de não usar a palavra “Aleluia” desde a Quarta-feira de Cinzas até a Vigília da Páscoa. É uma das primeiras partes da liturgia que realmente me marcou quando criança. Acho que foi uma combinação do texto e da melodia, com sua tonalidade menor me parecendo "diferente". É realmente um texto maravilhoso para a Quaresma. Primeiro, nos chama a retornar e nos reconectar com Deus, mesmo que tenhamos sido separados Dele por qualquer motivo. Deus é bom! Ele é misericordioso e, ao contrário de muitos seres humanos por aí hoje em dia, demora para ficar com raiva. Claro, Deus às vezes estava zangado com Seu povo escolhido, mas também demonstrou graça e misericórdia. Exílios aconteceram, mas retornos também. As punições foram feitas, mas também os métodos de reconciliação. Deus quer estar em um relacionamento conosco, então Ele torna possível que façamos parte desse relacionamento sendo acessível. 


No texto hebraico, há uma palavra maravilhosa, chesed. Aparece com frequência nas Escrituras Hebraicas e significa “amor constante”. É aquele tipo de amor que tudo suporta, um amor constante e sempre presente. É, em resumo, o tipo de amor que todos queremos ter, mas achamos difícil compartilhar. Para Deus, porém, está sempre presente e presente em abundância. Está lá para cada um de nós, sem risco de escassez. 


Portanto, à medida que continuamos nossa jornada da Quaresma, reserve um tempo para buscar o chesed de Deus. Ao mesmo tempo, trabalhe para compartilhá-lo com as pessoas ao seu redor e incentive outros a voltarem para o Senhor. Ele está pronto e esperando.

Reverendo Arthur F. Hebbeler, III, Mui Eminente Grande Prelado do Grande Acampamento, Março de 2021

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Oficiais do Capítulo Real Arco


A Maçonaria Real Arco consiste nos seguintes graus: Mestre de Marca, Past Mestre, Mui Excelente Mestre e Maçom do Real Arco. Os primeiros 3 graus têm uma liderança como a encontrada na Loja Azul, na qual um Venerável Mestre preside. A unidade organizacional básica da Maçonaria do Real Arco é o Capítulo e é composta pelos seguintes oficiais: Sumo Sacerdote, Rei, Escriba, Tesoureiro, Secretário, Capitão da Guarda, Peregrino Principal, Capitão do Real Arco, os três Mestres dos Véus, Capelão e Sentinela.

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O Sumo Sacerdote preside um capítulo da Maçonaria do Real Arco no Rito de York, mas é equivalente ao Primeiro Principal de Maçons do Arco Real encontrado no sistema inglês. O Excelente Sumo Sacerdote representa Josué, que supervisionou o conselho judaico que presidia o segundo edifício do Templo (a história central do grau do Real Arco) em Jerusalém e é quem encarrega Zorobabel de viajar para a corte persa da Ordem dos Cruz Vermelha. Segundo a Bíblia, o Sumo Sacerdote era o líder religioso supremo dos israelitas e era uma posição hereditária decorrente de Arão, o irmão de Moisés. Uma vez que o Templo de Salomão foi construído, o Sumo Sacerdote era a única pessoa que poderia entrar no Santo dos Santos no Dia da Expiação e sacrificar a Deus; o Sumo Sacerdote também tinha deveres sobre outras classes de sacerdotes e outros deveres sagrados. Para o cristão, Cristo é o maior Sumo Sacerdote pelo qual se sacrificou pela expiação do mundo. Esse oficial tem o título honorário de "Excelente", que deriva da palavra latina "excellentem", que significa "superior, excelente ou de primeira classe". A palavra "High", em ingles, traduzida como Sumo, nos vem das línguas germânicas; "Heh" (angliano), "heah" (saxão ocidental) e haukhaz (proto-germânico) traduzem-se como "de grande estatura alta, exaltada e de alta classe". O Priest, em ingles, traduzimos como Sacerdote está enraizado na palavra latina "prester", que significa "sacerdote ou ancião".

Embora o título indique uma autoridade principal, o rei no capítulo é o segundo em comando. Esse oficial é equivalente ao Segundo Principal de Arco Real encontrado na Inglaterra. O rei representa Zorobabel, um príncipe de Judá, que é, segundo a Bíblia, o neto do rei Joaquim (também conhecido como Jeoiaquim ou Jeconá), que foi deposto por Nabucodonosor e resultou no cativeiro judeu na Babilônia, que acabaria sendo conquistado pelo Império Persa. Durante o reinado do rei Ciro, os judeus foram autorizados, por decreto, a voltar a Jerusalém e reconstruir a cidade e o Templo Sagrado. Zorobabel é retratado no grau do Real Arco, na Ordem Ilustre da Cruz Vermelha, na Ordem dos Cavaleiros Maçons e nos graus no Rito Escocês. A palavra "rei" (King em ingles) está enraizada na palavra germânica "könig", que significa "governante".

O terceiro em comando no capítulo é conhecido como Escriba e que representou o Profeta Ageu. Na Inglaterra, os Maçons do Arco Real usam o termo "Terceiro Principal" em vez de "Escriba", mas o uso do Rito de York de Escriba vem de Ageu, que teria servido como escriba ou secretário do Grande Conselho encarregado de reconstruir o templo. Ageu foi um Profeta durante a construção do edifício do Segundo Templo em Jerusalém, que é a lenda central da Maçonaria do Real Arco e o autor do Livro de Ageu. Ageu no idioma hebraico se traduz em "meu aniversário". Sobre sua vida pessoal, pouco se sabe, exceto que ele era levita, mas, segundo Albert Mackey, Ageu nasceu durante o cativeiro babilônico e era um jovem na época da libertação de Ciro, embora para Ray Denslow seja diferente por Ageu ser velho. quando a reconstrução do templo começou. De acordo com o sexto capítulo do livro de Esdras, Ageu foi fundamental para revigorar o povo judeu na reconstrução do templo. A raiz etimológica de Escriba é a palavra latina "scriba", que significa escritor, do particípio passado de "scribere" que significa "escrever" da palavra proto-indo-européia "skribh" que significa "cortar". A etimologia é aplicável aos deveres de Ageu. Historicamente, os escribas também têm sido usados ​​como notários, copistas, intérpretes de direito (advogados ou juízes), contadores, ministros e jornalistas. Grande parte da história antiga foi registrada por um escriba, por um nome ou por outro. Em alguns casos, os escribas eram considerados parte da corte real, cumprindo os deveres anteriormente descritos para os monarcas, como teria sido o caso de Ageu.

O oficial sênior nomeado do capítulo é o Capitão dos Exército e representa o general das tropas judaicas que retornaram da Babilônia. Esse oficial tem deveres relacionados aos encontrados com o Marechal na Loja Azul, bem como alguns deveres do 1º Diácono. A palavra "capitão" vem da palavra latina tardia "capitaneus", que significa "chefe", que vem do latim "caput", que significa "cabeça". A palavra "host" (em ingles) deriva da palavra francesa antiga "ost", que significa "exército", que está enraizada na palavra latina medieval "hostis", que significa "um estrangeiro, estrangeiro ou hóspede".

O próximo na fila é o Peregrino Principal, que tem deveres alinhados com o 1º Diácono. Um peregrino significa uma pessoa que vive fora de seu próprio país e, como candidato, representa judeus peregrinando retornando a Jerusalém após o término do cativeiro na Babilônia, o Peregrino Principal atua como guia e porta-voz. A palavra "Principal” deriva da palavra latina" principalis ", que significa" primeiro em importância; original, primitivo," ou do latim 'princeps', que significa 'primeiro homem, chefe, líder'. A palavra 'Sojourner' (peregrino em ingles) está enraizada na palavra francesa velha 'sejorn', que significa 'habitar durante algum tempo.'

Correspondente ao 2º Diácono em uma Loja Azul, o Capitão do Real Arco é o sexto na fila para um capítulo do Real Arco. O capitão da Guarda do Rei e guarda o quarto véu do Tabernáculo. Sua bandeira é branca e adornada com um leão representando a tribo de Judá. A palavra "real" deriva da palavra latina "regalis", que significa "real ou realeza", que está enraizada na palavra "rex", que significa rei. A palavra "arco" deriva da palavra latina "arcus", que significa "um arco" "Como mencionado acima, o capitão está enraizado na palavra latina" caput ".

Após o Capitão do Real Arco estão os três Mestres do Véu. Em uma Loja de Mestres de Marca, os Mestres do Véu correspondem aos Supervisores. Não tem uma posição correspondente dentro de uma Loja Azul, mas, na minha opinião, eles parecem corresponder os Mordomos de uma Loja com deveres que pertencem à concessão dos graus do Real Arco. O Primeiro Mestre do Véu guarda o primeiro véu, sua bandeira é de cor azul e adornada com uma águia que representa a Tribo de Dan. O Segundo Mestre do Véu guarda o segundo véu, sua bandeira roxa é adornada com um homem e representa a Tribo de Rúben. O Terceiro Mestre do Véu guarda o terceiro véu, sua bandeira vermelha é adornada com um boi e representa a tribo de Efraim. A palavra "Mestre" está enraizada na palavra latina medieval "magister", que significa "alguém que tem controle ou autoridade". A palavra "véu" deriva da palavra latina "Vela", que significa "vela, cortina ou cobertura" da palavra proto-indo-européia "weg", que significa "tecer uma teia". 

Assim como na Loja Azul, o capelão é encarregado de lições das escrituras para o candidato, além de outros deveres rituais concessão de graus. Tradicionalmente, um capelão é um membro do clero ligado a uma capela, organização, unidade militar, instituição ou sociedade privada. Este título vem do francês antigo "chapelein", que significa "clérigo", derivado da palavra latina medieval "cappellanus", que significa o mesmo.

O oficial nomeado final do Capítulo do Real Arco é chamado de Sentinela e cujos deveres correspondem aos do Cobridor na Loja Azul. O Sentinela guarda o Capítulo de fora da porta para garantir que os Companheiros não sejam interrompidos ou pegos de surpresa por aqueles que desejam causar danos ou por aqueles que não têm o direito de estar lá. A palavra Sentinela deriva da palavra latina "sentire", que significa "observar ou perceber pelos sentidos". O Sentinela é alguém que vigia algum tipo de estrutura, seja uma instalação, um portão ou uma passagem. Existe um trabalho para impedir a invasão de inimigos ou de pessoas não autorizadas.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Prelate’s Apartment Dezembro 2019

Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.(Isaías 9:6)

O profeta Isaías predisse a vinda do Salvador do mundo, não como um poderoso rei ou guerreiro, mas como uma criança - um filho - e, mais precisamente, pueril. Quão mais vulnerável Deus pode tornar o Salvador, a não ser enviar um bebê ao mundo, nascido de um ser humano, e não descendo do céu para o mundo em uma grande demonstração de poder e força, como o povo hebreu esperava do Messias . Afinal, não é assim que um rei, especialmente O Rei, deve entrar na presença de Seu povo?

No entanto, Deus tinha outros planos para o seu povo. Ele mandaria Seu Filho ao mundo para fazer o trabalho de um homem. Afinal, nessa época da história, exigiam-se sacrifícios dos fiéis para expiar seus pecados. Mal sabiam eles, mas que em cerca de 800 anos, seria esse Príncipe da Paz que seria o sacrifício definitivo para o povo de Deus. Certamente, aquele encantador bebê que seria recebido pelos pastores e emissários estrangeiros seria chamado de "Deus Poderoso" e "Conselheiro Maravilhoso" pelos romanos, o fantoche rei judeu e o sumo sacerdote e seus servos quando presos, julgado, condenado, executado e enterrado. O Messias, o escolhido do Deus Altíssimo, certamente não seria recebido como o profeta Isaías predisse. 

À medida que nos reunimos em nossas igrejas, nossos lares e nossos asilos nesta época sagrada, vamos nos unir em oração e esperar que o Príncipe da Paz esteja novamente presente entre nós - pelo menos através do Espírito Santo - e que a verdadeira paz e bem pode vir entre todas as pessoas ao redor do globo. Que o Filho de Deus leve sobre seus ombros largos as provações e tribulações da fragilidade humana e seja para nós aquele Deus poderoso e maravilhoso Conselheiro que esperamos desde o tempo de Isaías. Lembremo-nos mais uma vez do presente que recebemos como filhos de Deus e co-herdeiros do Cristo Ressuscitado a tudo o que nosso Pai Celestial prometeu ao Seu Filho unigênito. Um Natal abençoado para todos vocês.

Reverendo Arthur F. Hebbeler, III, Mui Eminente Grande Prelado do Grande Acampamento, Dezembro de 2019

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Sacerdote Cavaleiro Templário do Santo Real Arco

Esse post é para apresentar  um dos corpos “anexos” da Maçonaria apresentando os Sacerdotes Cavaleiros Templários do Santo Real Arco.



Introdução


Os Sacerdotes Cavaleiros Templários do Santo Real Arco  tem requisitos distintos entre a jurisdição americana e a jurisdição internacional com sede em York:


O The Grand College of America existe para reconhecer os ex-comandantes de Comanderia dos Cavaleiros Templários que fizeram grandes contribuições ao Templarismo Maçônico, ao seu país e à comunidade ou sociedade em geral.


Por sua vez, o The Grand College of The Holy Royal Arch Knight Templar Priests and Order of Holy Wisdom, com sede em York na Inglaterra, recebe os Mestres Instalados (ou Mestres Maçons com 3 anos de serviço regular) que sejam Cavaleiros Templários ativos em sua Comanderia Templária e Capítulo do Real Arco. É a esse Grande Corpo ingles que estamos subordinados no Brasil.


O corpo onde se reúne é chamado de Tabernáculo. Esses Tabernáculos são liderados pelos seguintes oficiais: Sumo Sacerdote (Presidente), Sete Pilares, Capelão, Secretário,Tesoureiro, Guarda Interno e Guarda Externo. Originalmente, esse corpo conferia 33 graus, mas agora apenas um é conferido em um Tabernáculo: o Grau de Sacerdote Cavaleiro Templários sendo o 32º. Os demais são trabalhamos por comunicação durante as reuniões do Tabernáculo.


Na Edição de agosto de 2011 da Revista Knight Templar, W. Bruce Pruitt, o então Grand Preceptor do Grand College of America disse que mantinha uma comunicação próxima ao Grand College na Inglaterra por entender que ele é a origem do KTP americano. E ainda disse:
“Nosso título de Sacerdote Cavaleiro é significativo e descritivo, e é carregado com grande honra por nossos membros. Sentimos que reconhece que primeiro somos Cavaleiros, e nossa origem e lealdade estão claramente no Grande Acampamento. Além disso, como aconteceu com os templários antigos, somos sacerdotes comprometidos com o papel sacerdotal de preservar e promover a religião cristã. A dedicação a Jesus Cristo, nosso Salvador e Senhor, deve sempre ser os princípios orientadores de nossas vidas. Embora não tenha sido ordenado como ministro profissional, nosso desafio é ministrar na Maçonaria, especialmente no Templarismo”.


Origem e História


A data exata de aparecimento desta Ordem não é conhecida, mas provavelmente começou entre 1770 e 1780. O que sabemos é que ela apareceu pela primeira vez na Irlanda e depois em Bristol. Existia ao longo da costa leste da Inglaterra e da Escócia, mas não foi até o desembarque em Newcastle que sobreviveu sob a formação da Grã-Cruz da Ilustre Ordem dos Cavaleiros do Templo Sagrado de Jerusalém. Nas décadas de 1820 e 1830, esse sistema era praticamente desconhecido fora de Newcastle.


Nas décadas seguintes, foram feitas tentativas de reviver isso em certas regiões da Inglaterra, mas elas desapareceram muito rapidamente. No final do século XIX, esse sistema controlava vários graus, que se acredita estar em torno de quarenta graus, provavelmente recuperados após a união das Grandes Lojas na Inglaterra. Alguns são registrados como sendo a Ordem da Cruz Vermelha da Babilônia, Arco Real, Mestre Real, Mestre Selecionado e Mestres Super Excelentes. Mais tarde, muitos desses graus cairiam desse sistema e seriam fundados sob diferentes organizações como hoje podem ser encontrados nos EUA. Como esse sistema era incipiente, parecia conferir esses graus sem nenhuma autoridade central. Também entre esses numerosos graus estava a Ordem dos Sacerdotes Cavaleiros Templários do Santo Real Arco ou também conhecida como Ordem da Sagrada Sabedoria.


Em 1º de janeiro de 1897, foi feito um acordo que colocou a Ordem dos Sacerdotes Cavaleiros Templários (e os graus sobreviventes vinculados a esse sistema) sob a autoridade do Grande Conselho dos Graus Maçônicos Aliados, mas permitiu que o Tabernáculo em Newcastle conferisse o posto da Grã-Cruz do Cavaleiro do Templo Sagrado de Jerusalém, um privilégio que ainda hoje tem.


Em 1920, o coronel Napier-Clavering tornou-se Grão-Mestre do Grande Conselho dos Graus Maçônicos Aliados e, através de suas recomendações, um Grande Colégio para a Inglaterra, País de Gales e as Colônias e Dependências da Coroa Britânica dos Sacerdotes Cavaleiros Templários do Santo Real Arco foi estabelecido em maio de 1923 ou 1924 (a data exata é incerta).


A primeira aparição dessa ordem nos Estados Unidos remonta a 1829 em Rhode Island. Entre 1840 e 1931, foram estabelecidos cinco Tabernáculos, mas nenhum deles permaneceu ativo por muito tempo. Essa história começa com duas reuniões da Ordem dos Sumos Sacerdotes Ungidos, que ocorreram em 21 e 25 de fevereiro de 1829. Existem outras referências a essa ordem relacionadas ao Rito Escocês, mas em 1887 parecia haver pouca atividade registrada. Em outubro de 1931, três membros da Carolina do Norte foram admitidos na Ordem por Sidney Clifton Bingham, de Christchurch, Nova Zelândia, que não recebeu nenhuma notícia do British Grand College citada na Constituição de que, no caso de emergências, suas ações eram permitidas, incluindo emissão de mandados constituindo três Tabernáculos na Carolina do Norte.


Em 14 de maio de 1933, os Preceptores desses três Tabernáculos se reuniram em uma convenção em Raleigh e concordaram em formar um órgão soberano, o que fizeram no dia 27 do mesmo mês. O nome desta ordem original era o Grande Priorado da América, Ordem Sacerdotal do Templo. Em 1934, esses Cavaleiros Sacerdotes descobriram que a Ordem não estava extinta na Inglaterra e, para garantir o reconhecimento de sua Ordem, uma delegação foi enviada à Inglaterra em 1935. John Edward Allen, Grande Preceptor da Ordem Americana, foi recebido em 16 de agosto, 1935 pelo Tabernáculo Real de Kent. Em seu retorno aos Estados Unidos, ele consagrou os Tabernáculos existentes usando o ritual inglês e, em 27 de outubro, qualificou todos os membros dos Tabernáculos anteriormente organizados.


Em 1936, em uma reunião anual, a patente inglesa poderia ser vista e explicada. O Grande Priorado adotou o título semelhante de Grande Colégio da Ordem dos Sacerdotes Cavaleiros Templários Santo Real Arco, ou Ordem da Sagrada Sabedoria.


A Ordem é mundial, com cerca de 270 Tabernáculos formados em mais de 50 Distritos em países como Austrália, Bahamas, Bolívia, Brasil, Canadá, Alemanha, Grécia, Hong Kong, Ilha de Man, Jamaica, Jersey, Malásia, Holanda, Nova Zelândia , Paraguai, Escócia, Cingapura, África do Sul e Togo. Além do Grand College of America que recebeu uma patente para formar Tabernáculos nos Estados Unidos.


Durante a cerimônia, o candidato é conduzido em volta dos sete pilares, dispostos em forma triangular. São fornecidas leituras do Antigo e do Novo Testamento e cada Oficial do Pilar tem uma palavra referente ao Cordeiro de Deus que abriu os sete selos, revelando os sete espíritos de Deus. O símbolo da ordem é um triângulo equilátero no qual estão inscritas certas letras aludindo aos segredos da ordem. O chefe do Tabernáculo é chamado Sumo Sacerdote, e ele é assistido por sete Sacerdotes Cavaleiros que oficiam em um dos sete Pilares, e um Condutor, o equivalente a um Diácono na Maçonaria Simbólica.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Oficiais da Loja Azul

FONTE

A fundação, o centro de atividades e a unidade organizacional básica da Maçonaria é a Loja Azul, também conhecida como Loja Simbólica no Brasil. Acredita-se que o termo provenha dos Alojamentos (abrigos), Lodge em inglês, construídas nos canteiros de catedrais e castelos durante a Idade Média. Uma Loja Azul, na maioria das jurisdições, possui os seguintes oficiais: Venerável Mestre, 1º Vigilante, 2º Vigilante, Tesoureiro, Secretário, 1º Diácono, 2º Diácono, Marechal, Capelão, 1º Mordomo, 2º Mordomo e Cobridor. Os primeiros 5 oficiais são eleitos anualmente pelos membros da Loja, enquanto os demais são indicados pelo Venerável Mestre. Cada um desses oficiais da Loja usa um avental e um colar com um símbolo peculiar a esse cargo. Cada oficial desempenha um papel importante no governo e apoio à Loja. A saúde de uma Loja pode ser refletida pelos oficiais, por isso é da maior importância que os Irmãos escolham com sabedoria.

O Venerável Mestre  é o presidente ou diretor executivo (CEO) da Loja Azul. Dentro da Loja, ele fica no leste, emblemático do sol nascente; independentemente da orientação do edifício, a localização do Venerável Mestre é chamada de Leste. Ele preside as reuniões regulares (ou ordinárias), delega os deveres a todos os outros oficiais da Loja e a faz a conferência dos três graus do Antigo Ofício Maçonico: Aprendiz Registrado, Companheiro de Ofício e Mestre Maçom. Embora ele seja a autoridade suprema dentro da Loja, ele também é responsável por tudo dentro da Loja e por seus oficiais subordinados. Enquanto o Venerável Mestre tem uma grande quantidade de autoridade, ele é restringido tanto pela Constituição quanto pelos Estatutos da Grande Loja, bem como pelos Estatutos da Loja; o Venerável Mestre deve ser visto como um árbitro, não um ditador. A jóia de um Venerável Mestre é o Esquadro que ensina os Maçons e deve lembrar ao Mestre que, como o Esquadro é um emblema da moralidade e da virtude, da ação correta, devemos agir com o próximo. O nome "Venerável" causou muitos equívocos e mitos sobre o papel do Mestre da Loja. "Venerável" deriva do inglês Worshipful que significa "alguém que merece respeito". Maçons não adoram o Venerável Mestre. A palavra "Mestre" está enraizada na palavra latina "magister", que significa "chefe, chefe ou professor".

No oeste da Loja Azul, fica o 1º Vigilante. Ele deve ser o braço direito do mestre e é comparável a um vice-presidente. Na ausência do Venerável Mestre, o 1º Vigilante preside a Loja Azul. Segundo a tradição maçônica, era o 1º Vigilante que pagava aos artesãos seus salários e para resolver disputas entre os irmãos. O 1ºV faz parte da segurança da loja, garantindo que todos os presentes sejam maçons. A jóia do 1ºV  é o nível que simboliza a igualdade, o que significa que os maçons se encontram no nível, sem levar em consideração o status social, político ou religioso. A palavra "Vigilante" (Warden em inglês) vem da palavra proto-germânica "wardon", que significa "vigiar ou guardar".

 

Sentado como terceiro em comando está 2º Vigilant. Assim como 1ºV o 2ºV  é comparável a um vice-presidente. Na ausência do Mestre e 1ºV, 2ºV preside a Loja. Embora não seja universal, o 2º Vigilante costuma ser o responsável pela comida e pelas festividades da Loja. Em uma questão mais séria, o 2º V atua como Promotor da Loja durante os julgamentos maçônicos. A jóia do diretor júnior é o prumo, que nos lembra de andarmos retos em nossas diversos momentos diante de Deus e dos homens.

Menciona-se que uma Loja é apoiada metaforicamente por três pilares (ou colunas) denominados Sabedoria, Força e Beleza. O Pilar da Sabedoria é representado pelo Venerável Mestre, o Pilar da Força pelo Primeiro Vigilante e o Pilar da Beleza pelo Segundo Vigilante.

O diretor financeiro da Loja é conhecido como Tesoureiro. Ele se senta à direita do Venerável Mestre, geralmente logo atrás ou ao lado do 1º Diácono. Ele é responsável por todas as transações financeiras da Loja. Devido à importância deste ofício, os Irmãos devem ser particularmente cuidadosos em quem elegem. A jóia de seu posto é um par de chaves cruzadas, significando que ele é o coletador e distribuidor de todos os fundos da Loja, enquanto segura as chaves do tesouro. A palavra "tesoureiro" vem da palavra francesa "tresor", que significa "tesouraria", que significa "fundos ou receita".


O chefe de operações da Loja é o Secretário que fica à esquerda do Venerável Mestre. O Secretário é a espinha dorsal da Loja e precisa ser um pedreiro com experiência e orientação detalhada. O Secretário mantém os registros de todas as reuniões, cuida de toda a correspondência da Loja e de várias outras tarefas administrativas. A jóia do secretário é um par de penas cruzadas que representam um meio de manutenção de registros. "Secretário" vem da palavra latina medieval "secretarius", que significa "escriturário, notário ou confidente". O próprio secretário deriva da palavra latina "secretum", que significa "um segredo".

O primeiro dos oficiais nomeados é o 1º Diácono. Ele se senta à direita do Mestre Venerável e está muito próximo, pois é o mensageiro do Mestre Venerável. Ele também acompanha os visitantes durante as apresentações e os candidatos durante a conferência dos graus. Em um ambiente corporativo, o 1º Diácono poderia ser comparável a um gerente. A palavra "diácono" vem da palavra grega "diakonos", que significa servo, atendente ou mensageiro. Essa raiz etimológica é apropriada para esse oficial, pois ele serve como mensageiro do Venerável Mestre e dos Vigilantes. A jóia do 1º Diácono é o sol refulgente contido na Esquadro & Compasso.


Sentado à direita do 1º Vigilante está o 2º Diácono. Esse oficial, como porteiro e guarda interno da Loja, responde a qualquer alarme na porta e garante que a Loja esteja protegida contra invasões. Como o 1º Diácono, o 2º Diácono também é um mensageiro, mas carrega mensagens entre os 1ºV e 2ºV. O 2º Diácono também é comparável a uma posição gerencial no mundo corporativo. A jóia do Junior Deacon é a lua crescente contida no Esquadro & Compasso.

Ambos os diáconos carregam cajados no topo dos quais está fixada a jóia de seu posto, mas, nos primeiros anos da UGLE, os cajados foram encimados por pinhas, mas isso mudaria para pombas que também são vistas como mensageiros. A pomba também era um símbolo de paz e harmonia, e os diáconos devem lembrar que são oficiais da paz. Pode-se ver isso durante a iniciação, quando o 1º Diácono está acompanhando o candidato. O 1º Diácono se coloca entre o candidato e o Altar, protegendo o Altar do homem não iniciado, mas uma vez que o candidato se torna Mestre Maçom, o 1º Diácono se move para o lado esquerdo ao acompanhá-lo.

O uso de bastões por oficiais é muito simbólico e tem sido usado em uma variedade de culturas. O uso mais óbvio é pelo deus grego Hermes, que era o mensageiro dos deuses, assim como os diáconos são os mensageiros da Loja e que carregavam o caduceu. Essa varinha foi usada para afastar o mal e garantir que ele não se deixasse impedir em sua jornada. Carregar um bastão é uma marca de autoridade e vemos isso com o cetro do rei, o bastão do bispo ou verger, a maça do Parlamento e, biblicamente, com o bastão de Moisés. Agora, não podemos falar sobre os cajado do diácono sem falar sobre as varas que são carregadas pelos Mordomos da loja como uma das teorias de origem desses implementos que rodeiam os mordomos do rei na Inglaterra. Esses mordomos carregavam uma vara branca que era um símbolo de sua autoridade designada pelo rei. Outros oficiais carregavam bastões, como o criado do departamento de Lord Chamberlain, que carregava um bastão preto.

O Marechal é o oficial nomeado encarregado das procissões, carrega a bandeira durante a abertura de uma Loja e lidera a Loja dando Grandes Honras a convidados ilustres. O marechal, em alguns rituais, é o primeiro oficial que ele encontra com um novo candidato. Marechal vem da palavra em francês antigo "mareschal", que significa "comandante de um exército; oficial encarregado de uma casa", derivado da palavra franco-germânica "marhskalk", que significa "criado". A jóia do marechal são os bastões cruzados para nos lembrar que esse oficial, não apenas na Maçonaria, foi usado para organizar e dirigir aspectos cerimoniais de uma reunião.


Embora a Maçonaria seja uma fraternidade secular, ainda exigimos que nossos membros acreditem no Ser Supremo. Na abertura e no encerramento de todas as reuniões da Loja, temos uma oração presidida pelo Capelão. O Capelão fica à esquerda e em frente ao Venerável Mestre; em algumas rituais, como o do Brasil, o Capelão fica sentado ao lado do Venerável Mestre no Leste. Essa etimologia do capelão vem do francês antigo "chapelein", que significa "clérigo", derivado da palavra latina medieval "cappellanus", que significa o mesmo. A jóia do capelão é um livro aberto que representa o volume da lei sagrada.

Sentados em frente ao 2º Vigilante, no sul, estão os 1º e 2º Mordomos. Seus deveres podem cruzar um amplo espectro de deveres, desde ajudar o 2ºV a fornecer recreação e o Secretário na coleta de dinheiro até preparar um candidato para receber os graus da Maçonaria. A palavra "mordomo" está enraizada nas palavras em inglês antigo "stiward" e "stigweard", que significam "guardião da casa" e "empregada doméstica", enraizadas nas palavras proto-germânicas que significam "guardas". As posições do mordomo seriam comparáveis ​​a um supervisor no mundo corporativo. A joia de seu posto é a Cornucópia ou Chifre da Abundância, que denota os frutos do trabalho e representa um trabalho bem feito.

O oficial final nomeado da Loja é o Cobridor. Ele é o guarda externo e garante que a Loja esteja protegida de curiosos e bisbilhoteiros. A jóia do Cobridor é a espada que também é o implemento de seu posto. Ele não recebe uma bainha para simbolizar que ele deve ter sua espada sempre desembainhada e estar sempre pronto para defender a Loja. É o Cobridor, juntamente com o 2º Diácono e o 1º Vigilante, que garantem a segurança completa da Loja Azul. A palavra em inglês é  "Tiler (às vezes escrito Tyler) é derivada da palavra latina" tegere ", que significa" colmo, cobertura ou teto ". Na Maçonaria Operativa, um Cobridor era aquele que fechava o prédio e escondia o interior da vista externa. influenciou o nome do oficial que guardaria a entrada da Loja Simbólica.

Em algumas jurisdições, como no Brasil, temos a figura dos Mestres de Cerimônias, que preparam os candidatos antes das cerimônias dos graus. Eles também ajudam na condução dos candidatos durante a conferência dos graus. No dia-a-dia devem ajudar os mordomos em seus deveres.