terça-feira, 12 de novembro de 2019

Oficiais da Loja Azul

FONTE

A fundação, o centro de atividades e a unidade organizacional básica da Maçonaria é a Loja Azul, também conhecida como Loja Simbólica no Brasil. Acredita-se que o termo provenha dos Alojamentos (abrigos), Lodge em inglês, construídas nos canteiros de catedrais e castelos durante a Idade Média. Uma Loja Azul, na maioria das jurisdições, possui os seguintes oficiais: Venerável Mestre, 1º Vigilante, 2º Vigilante, Tesoureiro, Secretário, 1º Diácono, 2º Diácono, Marechal, Capelão, 1º Mordomo, 2º Mordomo e Cobridor. Os primeiros 5 oficiais são eleitos anualmente pelos membros da Loja, enquanto os demais são indicados pelo Venerável Mestre. Cada um desses oficiais da Loja usa um avental e um colar com um símbolo peculiar a esse cargo. Cada oficial desempenha um papel importante no governo e apoio à Loja. A saúde de uma Loja pode ser refletida pelos oficiais, por isso é da maior importância que os Irmãos escolham com sabedoria.

O Venerável Mestre  é o presidente ou diretor executivo (CEO) da Loja Azul. Dentro da Loja, ele fica no leste, emblemático do sol nascente; independentemente da orientação do edifício, a localização do Venerável Mestre é chamada de Leste. Ele preside as reuniões regulares (ou ordinárias), delega os deveres a todos os outros oficiais da Loja e a faz a conferência dos três graus do Antigo Ofício Maçonico: Aprendiz Registrado, Companheiro de Ofício e Mestre Maçom. Embora ele seja a autoridade suprema dentro da Loja, ele também é responsável por tudo dentro da Loja e por seus oficiais subordinados. Enquanto o Venerável Mestre tem uma grande quantidade de autoridade, ele é restringido tanto pela Constituição quanto pelos Estatutos da Grande Loja, bem como pelos Estatutos da Loja; o Venerável Mestre deve ser visto como um árbitro, não um ditador. A jóia de um Venerável Mestre é o Esquadro que ensina os Maçons e deve lembrar ao Mestre que, como o Esquadro é um emblema da moralidade e da virtude, da ação correta, devemos agir com o próximo. O nome "Venerável" causou muitos equívocos e mitos sobre o papel do Mestre da Loja. "Venerável" deriva do inglês Worshipful que significa "alguém que merece respeito". Maçons não adoram o Venerável Mestre. A palavra "Mestre" está enraizada na palavra latina "magister", que significa "chefe, chefe ou professor".

No oeste da Loja Azul, fica o 1º Vigilante. Ele deve ser o braço direito do mestre e é comparável a um vice-presidente. Na ausência do Venerável Mestre, o 1º Vigilante preside a Loja Azul. Segundo a tradição maçônica, era o 1º Vigilante que pagava aos artesãos seus salários e para resolver disputas entre os irmãos. O 1ºV faz parte da segurança da loja, garantindo que todos os presentes sejam maçons. A jóia do 1ºV  é o nível que simboliza a igualdade, o que significa que os maçons se encontram no nível, sem levar em consideração o status social, político ou religioso. A palavra "Vigilante" (Warden em inglês) vem da palavra proto-germânica "wardon", que significa "vigiar ou guardar".

 

Sentado como terceiro em comando está 2º Vigilant. Assim como 1ºV o 2ºV  é comparável a um vice-presidente. Na ausência do Mestre e 1ºV, 2ºV preside a Loja. Embora não seja universal, o 2º Vigilante costuma ser o responsável pela comida e pelas festividades da Loja. Em uma questão mais séria, o 2º V atua como Promotor da Loja durante os julgamentos maçônicos. A jóia do diretor júnior é o prumo, que nos lembra de andarmos retos em nossas diversos momentos diante de Deus e dos homens.

Menciona-se que uma Loja é apoiada metaforicamente por três pilares (ou colunas) denominados Sabedoria, Força e Beleza. O Pilar da Sabedoria é representado pelo Venerável Mestre, o Pilar da Força pelo Primeiro Vigilante e o Pilar da Beleza pelo Segundo Vigilante.

O diretor financeiro da Loja é conhecido como Tesoureiro. Ele se senta à direita do Venerável Mestre, geralmente logo atrás ou ao lado do 1º Diácono. Ele é responsável por todas as transações financeiras da Loja. Devido à importância deste ofício, os Irmãos devem ser particularmente cuidadosos em quem elegem. A jóia de seu posto é um par de chaves cruzadas, significando que ele é o coletador e distribuidor de todos os fundos da Loja, enquanto segura as chaves do tesouro. A palavra "tesoureiro" vem da palavra francesa "tresor", que significa "tesouraria", que significa "fundos ou receita".


O chefe de operações da Loja é o Secretário que fica à esquerda do Venerável Mestre. O Secretário é a espinha dorsal da Loja e precisa ser um pedreiro com experiência e orientação detalhada. O Secretário mantém os registros de todas as reuniões, cuida de toda a correspondência da Loja e de várias outras tarefas administrativas. A jóia do secretário é um par de penas cruzadas que representam um meio de manutenção de registros. "Secretário" vem da palavra latina medieval "secretarius", que significa "escriturário, notário ou confidente". O próprio secretário deriva da palavra latina "secretum", que significa "um segredo".

O primeiro dos oficiais nomeados é o 1º Diácono. Ele se senta à direita do Mestre Venerável e está muito próximo, pois é o mensageiro do Mestre Venerável. Ele também acompanha os visitantes durante as apresentações e os candidatos durante a conferência dos graus. Em um ambiente corporativo, o 1º Diácono poderia ser comparável a um gerente. A palavra "diácono" vem da palavra grega "diakonos", que significa servo, atendente ou mensageiro. Essa raiz etimológica é apropriada para esse oficial, pois ele serve como mensageiro do Venerável Mestre e dos Vigilantes. A jóia do 1º Diácono é o sol refulgente contido na Esquadro & Compasso.


Sentado à direita do 1º Vigilante está o 2º Diácono. Esse oficial, como porteiro e guarda interno da Loja, responde a qualquer alarme na porta e garante que a Loja esteja protegida contra invasões. Como o 1º Diácono, o 2º Diácono também é um mensageiro, mas carrega mensagens entre os 1ºV e 2ºV. O 2º Diácono também é comparável a uma posição gerencial no mundo corporativo. A jóia do Junior Deacon é a lua crescente contida no Esquadro & Compasso.

Ambos os diáconos carregam cajados no topo dos quais está fixada a jóia de seu posto, mas, nos primeiros anos da UGLE, os cajados foram encimados por pinhas, mas isso mudaria para pombas que também são vistas como mensageiros. A pomba também era um símbolo de paz e harmonia, e os diáconos devem lembrar que são oficiais da paz. Pode-se ver isso durante a iniciação, quando o 1º Diácono está acompanhando o candidato. O 1º Diácono se coloca entre o candidato e o Altar, protegendo o Altar do homem não iniciado, mas uma vez que o candidato se torna Mestre Maçom, o 1º Diácono se move para o lado esquerdo ao acompanhá-lo.

O uso de bastões por oficiais é muito simbólico e tem sido usado em uma variedade de culturas. O uso mais óbvio é pelo deus grego Hermes, que era o mensageiro dos deuses, assim como os diáconos são os mensageiros da Loja e que carregavam o caduceu. Essa varinha foi usada para afastar o mal e garantir que ele não se deixasse impedir em sua jornada. Carregar um bastão é uma marca de autoridade e vemos isso com o cetro do rei, o bastão do bispo ou verger, a maça do Parlamento e, biblicamente, com o bastão de Moisés. Agora, não podemos falar sobre os cajado do diácono sem falar sobre as varas que são carregadas pelos Mordomos da loja como uma das teorias de origem desses implementos que rodeiam os mordomos do rei na Inglaterra. Esses mordomos carregavam uma vara branca que era um símbolo de sua autoridade designada pelo rei. Outros oficiais carregavam bastões, como o criado do departamento de Lord Chamberlain, que carregava um bastão preto.

O Marechal é o oficial nomeado encarregado das procissões, carrega a bandeira durante a abertura de uma Loja e lidera a Loja dando Grandes Honras a convidados ilustres. O marechal, em alguns rituais, é o primeiro oficial que ele encontra com um novo candidato. Marechal vem da palavra em francês antigo "mareschal", que significa "comandante de um exército; oficial encarregado de uma casa", derivado da palavra franco-germânica "marhskalk", que significa "criado". A jóia do marechal são os bastões cruzados para nos lembrar que esse oficial, não apenas na Maçonaria, foi usado para organizar e dirigir aspectos cerimoniais de uma reunião.


Embora a Maçonaria seja uma fraternidade secular, ainda exigimos que nossos membros acreditem no Ser Supremo. Na abertura e no encerramento de todas as reuniões da Loja, temos uma oração presidida pelo Capelão. O Capelão fica à esquerda e em frente ao Venerável Mestre; em algumas rituais, como o do Brasil, o Capelão fica sentado ao lado do Venerável Mestre no Leste. Essa etimologia do capelão vem do francês antigo "chapelein", que significa "clérigo", derivado da palavra latina medieval "cappellanus", que significa o mesmo. A jóia do capelão é um livro aberto que representa o volume da lei sagrada.

Sentados em frente ao 2º Vigilante, no sul, estão os 1º e 2º Mordomos. Seus deveres podem cruzar um amplo espectro de deveres, desde ajudar o 2ºV a fornecer recreação e o Secretário na coleta de dinheiro até preparar um candidato para receber os graus da Maçonaria. A palavra "mordomo" está enraizada nas palavras em inglês antigo "stiward" e "stigweard", que significam "guardião da casa" e "empregada doméstica", enraizadas nas palavras proto-germânicas que significam "guardas". As posições do mordomo seriam comparáveis ​​a um supervisor no mundo corporativo. A joia de seu posto é a Cornucópia ou Chifre da Abundância, que denota os frutos do trabalho e representa um trabalho bem feito.

O oficial final nomeado da Loja é o Cobridor. Ele é o guarda externo e garante que a Loja esteja protegida de curiosos e bisbilhoteiros. A jóia do Cobridor é a espada que também é o implemento de seu posto. Ele não recebe uma bainha para simbolizar que ele deve ter sua espada sempre desembainhada e estar sempre pronto para defender a Loja. É o Cobridor, juntamente com o 2º Diácono e o 1º Vigilante, que garantem a segurança completa da Loja Azul. A palavra em inglês é  "Tiler (às vezes escrito Tyler) é derivada da palavra latina" tegere ", que significa" colmo, cobertura ou teto ". Na Maçonaria Operativa, um Cobridor era aquele que fechava o prédio e escondia o interior da vista externa. influenciou o nome do oficial que guardaria a entrada da Loja Simbólica.

Em algumas jurisdições, como no Brasil, temos a figura dos Mestres de Cerimônias, que preparam os candidatos antes das cerimônias dos graus. Eles também ajudam na condução dos candidatos durante a conferência dos graus. No dia-a-dia devem ajudar os mordomos em seus deveres.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Oficiais do Conselho de Maçons Crípticos




A Maçonaria Críptica consiste nos Graus de Mestre Real e Mestre Escolhido, concedidos em um Conselho, com o Super Excelente Mestre como um terceiro grau especial concedido pelo Grande Conselho. A unidade organizacional básica do Rito Críptico é o Conselho e é composto pelos seguintes oficiais: Ilustre Mestre, Mestre Adjunto, Principal Condutor dos Trabalho, Tesoureiro, Secretário, Capitão da Guarda, Condutor do Conselho, Mordomo, Capelão, e Sentinela


O Ilustre Mestre preside um Conselho de Maçons Crípticos e representa o Rei Salomão durante a construção do Templo que imortalizou seu nome. O título honorário do Mestre do Conselho é Ilustre, que está enraizado na palavra latina "illustris", que significa "luz, brilhante ou brilhante" ou "distinto pela grandeza". A palavra "Mestre" está enraizada na palavra latina "magister", que significa "chefe, chefe ou professor". A jóia do Ilustre Mestre é um Esquadro e uma Trolha dentro de uma medalha triangular vazada que é suspensa em um colar ou cordão roxo. Um Ilustre Mestre ou Past Ilustre Mestre se qualifica para ser iniciado na Ordem da Trolha de Prata.

O segundo em comando no Conselho é o Mestre Adjunto que corresponde ao 1º Vigilante da Loja Azul; a diferença é que o Mestre Adjunto está posicionado no Leste à direita do Ilustre Mestre. Na ausência do Ilustre Mestre , o Adjunto preside o Conselho. Pela lenda, o Mestre Adjunto representa Hiram, Rei de Tiro. O título original em inglês é Deputy vem do latim "deputado", que significa "distribuir ou destinar", o qual passou a indicar um oficial subordinado ou alguém com todo o poder de um oficial sem ocupar o cargo. A jóia do Mestre Adjunto é um Nível e uma trolha dentro de uma medalha triangular vazada que é suspensa de um colar ou cordão roxo.

Correspondente ao 2º Vigilante na Loja Azul, o Principal Condutor dos Trabalhos fica à esquerda do Ilustre Mestre no leste. Assim como na Loja Azul, o terceiro em comando representa Hiram Abiff, o principal arquiteto do templo do rei Salomão. É interessante notar que, enquanto a cerimônia do Terceiro Grau se concentra em Hiram Abiff, o candidato tem muito pouca interação com esse personagem, enquanto nos Graus Crípticos, Hiram Abiff desempenha um papel central na conferência, dando um solilóquio muito emocionante. O título indica o chefe ou o guia mais importante para o trabalho físico e a construção de um edifício. Principal vem da palavra latina "principalis", que se traduz em "primeiro em importância ou original". Condutor está enraizado na palavra latina "conductor", que significa "alguém que contrata ou lidera". O trabalho (ou Work, no original em ingles) deriva da palavra em inglês antigo "weorc", que significa "algo feito". A jóia do Principal Condutor dos Trabalhos é um Prumo e uma Trolha dentro de uma medalha triangular vazada que é suspensa de um colar ou cordão roxo.

Como nos outros Corpos Maçônicos, o tesoureiro e o secretário são os oficiais financeiros e administrativos do Conselho.

O oficial superior nomeado do Conselho é o Capitão da Guarda. Este oficial corresponde a um misto de 1ºV e 2º Diácono, ajudando o Ilustre Mestre na abertura e fechamento do Conselho, assegurando que todos os presentes sejam maçons crípticos, assegurando que o Conselho seja vigiado e ele senta no oeste do Conselho. Etimologicamente, a palavra "capitão" vem da palavra latina "capitaneus", que significa "chefe", que se originou do "caput", que significa "cabeça". A palavra "guarda" deriva de "garder", uma palavra em francês antigo que significa "manter, manter, preservar ou proteger". A jóia do capitão da guarda é um machado e uma Trolha dentro de uma medalha triangular vazada suspensa por um colar ou cordão roxo.

Posicionado no sul, está o Condutor do Conselho, que corresponde ao 1º Diácono e ao Marechal da Loja Azul. Um Condutor é um diretor ou guia, e chega do latim via francês do meio a partir da palavra 'conductus' que significa "portador". A palavra "conselho" está enraizada na palavra latina "concilium", que significa "uma reunião de pessoas". A jóia do Condutor do Conselho é de dois bastões e uma Trolha dentro de uma medalha triangular vazada que é suspensa de um colar ou cordão roxo.

Sentado à direita do Capitão da Guarda, o Mordomo senta-se como o guarda interno do Conselho e corresponde ao 2º Diácono da Loja Azul. A palavra "mordomo" (Steward, no original em ingles) está enraizada nas palavras em inglês antigo "stiward" e "stigweard", que significam "guardião da casa" e "governanta", enraizadas nas palavras proto-germânicas que significam "guardas". A jóia do mordomo é duas espadas e uma Trolha dentro de uma medalha triangular vazada que é suspensa de um colar ou cordão roxo.

Assim como na Loja Azul, o Capelão é encarregado de lições das escrituras para o candidato, além de outros deveres rituais durante a concessão de graus. Tradicionalmente, um capelão é um membro do clero ligado a uma capela, organização, unidade militar, instituição ou sociedade privada. Este título vem do francês antigo "chapelein", que significa "clérigo", derivado da palavra latina medieval "cappellanus", que significa o mesmo. A jóia do capelão é uma Bíblia Sagrada aberta e uma Trolha dentro de uma medalha triangular vazada que é suspensa de um colar ou cordão roxo.

O ultimo oficial nomeado do Conselho é o Sentinela e cujos deveres correspondem aos do Cobridor na Loja Azul. O Sentinela guarda o Conselho de fora da porta para garantir que os Companheiros não sejam pegos ou pegos de surpresa por aqueles que desejam causar danos ou por aqueles que não têm o direito de estar lá. A palavra Sentinela deriva da palavra latina "sentire", que significa "observar ou perceber pelos sentidos". O Sentinel é alguém que vigia algum tipo de estrutura, seja uma instalação, um portão ou uma passagem. Existe um trabalho para impedir a invasão de inimigos ou de pessoas não autorizadas. A jóia do Sentinela é formada por dois sabres e uma Trolha dentro de uma medalha triangular vazada que é suspensa de um colar ou cordão roxo.

Referências
1. Speidel, FG (1978). O Rito de York da Maçonaria. Raleigh: Imprensa do orfanato de Oxford. 

2. (nd). Recuperado do Online Etymological Dictionary: http://www.etymonline.com/index.php

3. Dicionário. (nd). Obtido em Merriam-Webster: http://www.merriam-webster.com/


quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Prelate’s Apartment Outubro 2019

“Tome conhecimento do estado de suas ovelhas e dedique-se a cuidar de seus rebanhos, pois a riqueza não dura para sempre, e pode ser que a coroa não passe para a geração seguinte.”(Provérbios 27:23-24)

Provérbios é sempre uma leitura interessante. Certa vez, tive um pastor-mentor que me disse: “Leia os Salmos na tradução mais antiga possível, se não em hebraico, e leia Provérbios na tradução mais nova possível.” Faz muito sentido, porque os Salmos, por serem poéticos por natureza, tenha um certo "talento" em traduções mais antigas, como o King James, que está perdido em uma paráfrase de traduções mais recentes. Provérbios, por outro lado, às vezes são mais fáceis de entender quando adaptados a expressões mais modernas.


Nosso texto para este mês nos traz de volta ao tópico da liderança. Os pastores tinham a tarefa de cuidar do rebanho, e era (e é) necessário mantê-lo a salvo de predadores e de doenças. Nós, como líderes maçônicos, precisamos estar sempre alertas. Cabe a nós usar os muitos dons e talentos que recebemos de Deus para olhar ao nosso redor, ouvir o que as pessoas estão dizendo e fazendo (ou não) e, assim, tomar a devida atenção de como as coisas estão indo e esteja preparado para "defender o rebanho" quando necessário. 

Somos chamados a ser mordomos, tanto quanto líderes. Ser um bom administrador é mais do que simplesmente não gastar dinheiro, de modo que ele esteja "lá, caso precisemos dele". Bons administradores, como bons líderes, são proativos e planejam. A manutenção de rotina não é adiada até o "próximo ano", mas é feita rotineiramente, evitando grandes reparos. O equipamento ritual usado há décadas é inspecionado e substituído, porque nós, como mordomos e líderes, sabemos que é importante dar o melhor aos nossos candidatos e membros. Às vezes, ser bons mordomos e líderes significa que fazemos escolhas difíceis para consolidar nosso trabalho com outras pessoas próximas, para que juntos possamos fazer mais e garantir que nossas riquezas - tempo, talento e tesouro - possam perdurar.

Para coisas temporais, é nosso dever, como Cavaleiros Cristãos e Irmãos, executar nossos deveres como mordomos fiéis e líderes competentes. Somente a coroa da glória, colocada sobre nossa cabeça por nosso Pai que está no céu, perdurará por todas as gerações. Somente as riquezas do amor de Deus duram para sempre.

Reverendo Arthur F. Hebbeler, III, Mui Eminente Grande Prelado do Grande Acampamento, Outubro de 2019

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Prelate’s Apartment Setembro 2019

“Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano,e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?” Tiago 2:15,16

Nós, como templários, somos chamados ao serviço e defesa dos pobres, dos doentes, da viúva e dos órfãos. Minha pergunta para você é simples: como você realiza esse chamado diariamente? Você toma medidas positivas e afirmativas para vestir os nus ou mal vestidos ou para oferecer comida e nutrição aos famintos? Se sim, você está fazendo seu trabalho. O que você está fazendo para ajudar a elevar essa pessoa para que ela possa cuidar de si mesma?


Com demasiada frequência, somos realmente bons em conversar, mas absolutamente péssimos em caminhar. Podemos jogar algumas moedas no copo da mulher em pé na esquina ou enviar um cheque ao banco de alimentos local, mas o que estamos fazendo para realmente ajudar a melhorar a situação em que outros menos afortunados se encontram? Em vez de agir e nos envolver, tendemos a dizer, por palavras ou ações: “Bem, alguém pode fazer o trabalho. Vou apenas apoiá-los.” 

Quando entramos nos meses finais de 2019, incentivo e desafio cada um de vocês a dar um passo às fileiras e se tornar um participante ativo em nosso trabalho e missão comuns - nosso chamado como verdadeiros e fiéis Cavaleiros da cruz. Qualquer pessoa pode ficar na frente de uma câmera para “sorrir e segurar” apresentando um cheque. É hora de liderar pelo exemplo, voltar ao mundo e demonstrar nosso compromisso participando ativamente de cuidar daqueles que precisam de nosso cuidado e compaixão.

Sirva na cozinha comunitária local. Visite os doentes e os aflitos. Vá e faça alguma coisa, e leve um companheiro Cavaleiro com você, pois até o nosso Salvador enviou Seus discípulos em pares. Garanto-lhe que fazer isso não lhe dará uma estrela brilhante ao lado do seu nome no céu, mas encherá seu coração de alegria e melhorará e encorajará a vida daqueles a quem você serviu. 

Reverendo Arthur F. Hebbeler, III, Mui Eminente Grande Prelado do Grande Acampamento, Setembro de 2019


quinta-feira, 16 de maio de 2019

A Destruição do Templo


A destruição do templo que havia sido construído pelo Rei Salomão é o evento importante que está registrado na lenda deste grau. Este não foi o resultado de um único ato hostil, mas foi trazido após uma série de guerras e cercos, que, com breves intervalos de paz e prosperidade, duraram cento e cinquenta anos e finalmente culminaram não só na destruição da cidade de Jerusalém, seu templo sagrado e todos os seus magníficos palácios e moradias, mas também a total aniquilação dos reinos de Israel e Judá. Por volta do ano 741 aC, que foi duzentos e sessenta e três anos após a construção do templo, e no reinado de Acaz, rei de Judá, uma invasão da Palestina foi feita por Tiglate-Pileser, rei da Assíria, que conquistou a população pastoril que vivia além do rio Jordão, junto com as tribos de Zebulom e Naftali. Seu sucessor, Shalmanezer, continuou essas incursões predatórias, e depois de ter feito Oseias, o rei de Israel, tributário da Assíria, quando o tributo foi retido ele atacou e abateu Samaria, no ano de 721 aC, e carregou o restante das dez tribos, que constituiu a monarquia israelita, na Assíria e na Mídia, de onde eles nunca voltaram. Este foi o fim do reino de Israel.

Mas o reino de Judá ainda permanecia, consistindo das tribos de Judá e Benjamim, cuja capital era a cidade de Jerusalém.

Menos de um século após a extinção do reino de Israel, Nabucodonosor, o monarca caldeu, iniciou essas agressões hostis ao reino de Judá, que só terminou em sua reunião com um destino semelhante.

No reinado de Jeoaquim, no ano 599 aC, Jerusalém foi sitiada e tomada por Nabucodonosor, que levou muitos dos cativos para a Babilônia e despojou o templo de grande parte de seus tesouros e vasos sagrados.

No reinado de Joaquim, que sucedeu a seu pai Jeoaquim no trono de Judá, Nabucodonosor sitiou novamente a Jerusalém. Em sua rendição, por causa de pouca resistência, Joaquim foi levado para Babilônia, onde permaneceu prisioneiro até sua morte. Nabucodonosor, nesta invasão, levou dez mil prisioneiros judeus, consistindo de todos os artífices restantes e habitantes efetivos, deixando para trás apenas as pessoas mais pobres e os trabalhadores não qualificados. Ele também colocou Zedequias, o tio de Joaquim, no trono, tendo primeiro exigido dele um juramento de fidelidade e lealdade.

A terceira e última invasão de Judá por Nabucodonosor foi no reinado deste rei, que se mostrou traiçoeiro para seu mestre babilônico. Nabucodonosor marchou contra Jerusalém com um poderoso exército e, tendo tomado sua própria residência em Ribla, uma cidade da Síria, ele despachou Nebuzaradã, seu general, ou, como é chamado nas Escrituras, "capitão da guarda", para a cidade, que ele tomou de assalto após um cerco de doze meses.

Nessa ocasião, o rei da Caldéia estava decidido a infligir vingança a seus aficionados infiéis e a não deixar nenhum meio para uma nova revolta. Ele, portanto, ordenou Nebuzaradã que incendiasse o templo e a cidade depois de ter tomado posse de todos os vasos e tesouros do mesmo que havia escapado da pilhagem anterior, e todas as riquezas que ele poderia encontrar na casa do rei e nas casas dos outros habitantes. O templo e a cidade foram completamente para consumidos; derrubadas as muralhas, as torres e as fortalezas e, em resumo, foi uma completa desolação do lugar, que permaneceu por cinquenta e dois anos, até a restauração dos cativos por Ciro.

Este é o evento calamitoso que é brevemente referido em uma parte das cerimônias do Real Arco, e que é o único objetivo do Super-Excelente Mestre demonstrar. E por isso que recomendamos enfaticamente este Grau a todos os Maçons. 

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Títulos Maçônicos do Rito de York

Por Társis Valentim Pinchemel

Vai receber visita no seu Corpo de Altos Graus do Rito de York e não sabe ao certo como fazer a saudação ao visitante? Então segue as dicas que temos aqui pra você.

Capítulo Real Arco

Grande Sumo Sacerdote e Past Grande Sumo Sacerdote - Excelentíssimo Companheiro
Demais Grandes Oficiais - Mui Excelente Companheiro
Sumo Sacerdotes e Past Sumos Sacerdotes - Excelente Companheiro
Demais Maçons do Real Arco - Companheiro


Conselho Críptico

Grão-Mestre e Past Grão-Mestre - Ilustríssimo Companheiro
Grão-Mestre Adjunto, Grande Principal Condutor dos Trabalhos, Grande Secretário e Grande Tesoureiro - Mui Ilustre Companheiro
Outros Grandes Oficiais, Mestres e Past Mestres do Conselho - Ilustre Companheiro
Demais Maçons Crípticos - Companheiros


Comanderia Templária

Grande Comandante e Past Grande Comandante - Eminentíssimo
Grande Comandante Adjunto, Grande Generalíssimo e Grade Capitão General - Mui Eminente
Grandes Suboficiais, Comandantes e Past Comandantes - Eminente


A forma do uso é comum a todos segmentos:

Mui Eminente Sir Cavaleiro Fulano de Tal, Grande Capitão General da Grande Comanderia de Cavaleiros Templários do Brasil.

Eminente Sir Cavaleiro Beltrano de Tal, Past Comandante da Comanderia Caxias de Cavaleiros Templários

Ilustríssimo Companheiro Fulano de Tal, Grão-Mestre do Supremo Grande Conselho de Maçons Crípticos do Brasil

Ilustre Companheiro Fulano de Tal, Mestre do Conselho Santuário da Aliança de Maçons Crípticos.

Mui Excelente Companheiro Fulano de Tal, Grande Rei do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil

Excelente Companheiro Fulano de Tal, Past Sumo Sacerdote do Capítulo Arca da Harmonia de Maçons do Real Arco


Talvez você tenha achado estranho o tratamento de Mestre para o presidente do Conselho Críptico, ne? Mas o “Ilustre” não é o nome do cargo, e sim o pronome de tratamento. O mesmo se aplicaria nas Lojas simbólicas com o Venerável, afinal alguém chama de Grão-Venerável Mestre? Mas aí já é outra história… ao 

menos nos Altos Graus do Rito de York vamos fazer certo.

Espero ter ajudado todos os Irmãos, Companheiros e Sir Cavaleiros!

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Livros Maçônicos Recomendados

Por Társis Valentim Pinchemel

Uma conversa recorrente nos grupos de WhatsApp que participamos é a escassez de bons livros sobre Maçonaria. Uma bibliografia básica confiável para boa formação do obreiro. Essa postagem é uma lista que eventualmente será atualizada com livros que recomendamos a leitura:

O Básico para todos:
Maçonaria Para Leigos - Christopher Hodapp (Compre Aqui)
O Mito Maçônico - Jay Kinney (Compre Aqui)
Tudo tem razão de ser & Cada coisa tem seu nome - João Guilherme
Debatendo Tabus Maçônicos - Kennyo Ismail (Compre Aqui)

Para Conduzir uma Loja:
O Líder Maçom - Kennyo Ismail (Compre Aqui)
O Livro do Venerável Mestre - Kennyo Ismail

Rito de York - Loja Azul:

Ahiman Rezon - Laurence Dermott (traduzido e comentado por Kennyo Ismail)
O Monitor dos Franco-Maçons - Thomas Smith Webb (traduzido e comentado por Edgard Freitas)
Introdução ao Rito de York: as Blue Lodges - Izautonio da Silva Machado
Rito de York - O Rito Americano das Blue Lodges - Loja Frank Marshall nº170

Altos Graus Rito de York
Nosso Lado da Escada - João Guilherme
O Compasso e a Cruz - Stephen Dafoe (Compre Aqui)

REAA Simbolico:
Entendendo o REAA - Cloves Gregorio 

Altos Graus REAA
Ordem Sobre o Caos - Kennyo Ismail
Fios da Meada - João Guilherme
Moral e Dogma - Tradução de Kennyo Ismail  
Coleção do tema de Nicola Aslan
Coleção do tema de Denizart Silveira de Oliveira Filho


Indo mais fundo na História:
O Templo do Rei Salomão na Tradição Maçônica - Alex Horn

O que não ler:
Recomendamos enfaticamente que não percam tempo com leituras sem referencial bibliográfico como Rizzardo da Camino, se em algum momento da história da maçonaria no Brasil foi importante seus livros, atualmente eles prestam um desserviço.
Outros autores que representam perda de tempo precioso: C. W. Leadbeater (que nunca foi maçom regular), Jorge Adoum (Mago Jefa) tem uma abordagem magística da Maçonaria que entendemos afastar da “escola de moralidade” que acreditamos ser nossa instituição.

Tem algum livro para recomendar que não está na lista? Deixa seu comentário.